terça-feira, junho 14, 2016

ATENÇÃO SRS. COLEGAS E OFICIAIS, SERVIDORES DA SEGURANÇA!
Associação de Cabos e Soldados PM JAR07:05 0 comentários


          Nós, praças, da mesmíssima instituição (Brigada Militar) a qual oficiais e servidores de outros "círculos hierárquicos" também pertencem, viemos neste momento conturbado em que parcela do efetivo da brigada militar sofre, informar que adotaremos posicionamento intransigente e irredutíveis, se necessário, frente a qualquer tentativa de decisão unilateral que afete nossos interesses no que tange as poucas conquistas que a categoria faz jus.
          Desempenhamos uma atividade que trás diversos prejuízos à saúde, cabendo destacar os anos de sono irregular, estresse - extra e intra muros -, o constante estado de alerta ao longo da carreira.
Logo, a ideia de retirar direitos, a exemplo da promoção quando da passagem para a reserva remunerada, após anos de trabalho árduo é, dentre outros uma afronta à categoria. Merece nosso total e veemente repúdio.
          O desgoverno da atual gestão provoca inúmeras preocupações à sociedade gaúcha (além de indignação) pelo elevadíssimo índice de ocorrências violentas em nosso estado.
Mas, mais do que isso, o sucateamento promovido pela administração do Senhor Governador José Ivo Sartori, que, não possuindo soluções para os desafios pelo qual passa nosso estado - como as que veiculou em suas propagandas (enganosas) à época das eleições, passa a valer-se de manobras escusas e sorrateiras na tentativa de lesar toda uma categoria, o que não será admitido, tampouco negociado.
Informamos que toda e qualquer discussão que venha ser formada em torno dos direitos básicos, embora pífios, hoje são elementares para uma polícia que possui um dos menores do país.
          Qualquer discussão que se forme em torno dos interesses da brigada militar deverá tratar de ampliação de condições, melhorias e ganhos. Em hipótese alguma seremos coniventes com um debate que se inicie em torno dessa pauta. Para tanto, não baixaremos a guarda para retirada de direitos!
 Pela natureza da atividade desempenhada e vivida pelos profissionais da policia militares do rio grande do sul, dia a dia, bem como pelos dissabores e desgastes de uma atividade extremamente arriscada, que canaliza diversos problemas da sociedade gaúcha, que diuturnamente surgem nos mais diversos cantos de nosso estado, inclusive os que não são de nossa esfera de competência e atuação, dizemos veementemente não, a qualquer tentativa dessa natureza, ou seja, a de retrocesso salariais ainda muito aquém do ideal e almejado pela força deste estado!!!!
          E justamente em um momento em que a segurança deveria receber reforço com a nomeação de novos servidores, dada violência que ganha força e avança contra o cidadão, graças a desimportância que do executivo está destinando à segurança pública de nosso estado, vemos, estupefatos o desmonte da brigada militar.
          Tal situação denota um claro e absoluto desrespeito ao voto de confiança do povo gaúcho que deu crédito a capacidade de resolução das demandas que careciam de interesse atenção e capacidade de atuação do atual governador que deixou claro não a possuir.
          O governador ao invés de pensar no bem estar e na segurança do povo, vai no caminho inverso. Essa marcha em descompasso aos interesses do nosso povo merece uma mudança imediata de rota e de postura.
Desta forma, desde logo, nós, praças da brigada militar, viemos tornar público nosso posicionamento alinhando as seguintes considerações iniciais:
          Reivindicar direitos não encerra descumprimento a hierarquia ou mesmo, transgressão à disciplina.
Lutaremos não apenas pela manutenção dos nossos direitos, bem como por melhores condições de trabalho e a exigência de reforço do quantitativo de novos servidores para preencher o imenso déficit que a brigada militar, e mais do que ela, a população, sofre como medida que tarda com o fim de frear os altos índices de ocorrências policiais que assolam a sociedade gaúcha.
          Cada brigadiano, diuturnamente, luta pela manutenção da ordem pública e pelo direito de milhares de pessoas que, em sua grande maioria, são desconhecidos - o que é absolutamente indiferente a cada um de nós, servidores, uma vez que atuamos, sempre, pautados pela imparcialidade e pelo altissonante senso de responsabilidade e comprometimento.
          Importa sobremaneira informar - e aqui deixar registrado - que, a tentativa de imputar crime à nossa conduta, será uma atitude de deslealdade, em primeiro lugar para com a própria consciência, pois, aqueles que assim procederem sabem que, o que planejam contra os servidores do executivo, em especial neste momento, os da brigada militar, é um arrocho inaceitável que não será tolerado.
          Crime cometerá aquele ou aqueles que, detendo o poder, cargo de chefia, influência ou utilizando-se de forma parcial da instituição, logo, da máquina pública, passem a promover assédio moral com o intuito de dissuadir o debate ou enfraquecer a luta que será promovida de forma pacífica e respeitando a constituição da república federativa do Brasil, mas que será firme e intransigente em seu propósito no que tange a manutenção da garantia e ampliação de nossos direitos, como um plano de carreira compatível com a função desempenhada e um código de ética condizente com a dignidade e o respeito merecido de uma categoria da mais absoluta importância, inclusive, para a própria manutenção e sobrevivência de um estado que se pretende democrático.
          Não admitiremos, em hipótese nenhuma, tentativa de intimidação ou coação em nosso direito de reivindicar e lutar pela garantia da manutenção de dignidade futura da categoria que passa, necessariamente, pela manutenção das poucas conquistas alcançadas ao longo dos últimos anos, bem como pela ampliação de melhores salários. Assim, informamos que não recuaremos: tampouco permitiremos, calados, qualquer tentativa de retrocesso ou de negociações que tenham como fim último o de retirar de nossa categoria, já sofrida, o pouco que ela vem recebendo pelo muito que representa para a sociedade e para a "saúde" de toda estrutura social, hoje enferma.
          Importa destacar no atual cenário que os atuais vencimentos são fonte de desmotivação geral da categoria. Os percentuais de aumento são ilusórios, insuficientes e vem acompanhados de progressivos descontos que o reduzem à míngua em valores pífios, ridículos, humilhantes!
         Nesta luta, inglória, com um desfalque histórico nas fileiras da corporação que beira aos 50% (cinquenta por cento), os policiais ainda precisam fazer malabarismo com as contas, recebendo salários parcelados!!!
          Ante ao exposto, e a toda sorte de desrespeito com nossa categoria, conclamamos o início de um imediato e amplo debate entre associações de classe bem assim, a união entre as "múltiplas brigadas militares" existentes em no estado afim de que, em um ato de grandeza, a consciência transcenda os próprios interesses e, o coletivo, seja a razão maior dessa luta.
          Nessa ora, o exercício da empatia pode tornar-se grande aliado àqueles que se pautam por pensamento contrário, na crença equivocada de que seus interesses, e a garantia da manutenção exclusiva destes, sejam os únicos que importam quando o que esta em jogo é o destino de vários servidores (pessoas) de uma categoria que passa a exigir mais respeito e melhores condições!

Diretoria
Associação de Cabos e Soldados Policiais Militares de Pelotas
acsjar@hotmail.com


Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos.

0 comentários

Postar um comentário

Sua opinião nos motiva a melhorar mais e mais!