quinta-feira, setembro 10, 2015

Ato público reúne principais lideranças de servidores do RS em frente ao 4º BPM
Associação de Cabos e Soldados PM JAR11:25 0 comentários

Faixas, apitos e reivindicações marcaram manifestação

     O ato público realizado pela Câmara de Vereadores em frente ao Quartel do 4º Batalhão da Brigada Militar em Pelotas, em solidariedade aos servidores estaduais e contra a política de corte de salários do governador José Sartori, foi considerado pelos representantes das diversas categorias de trabalhadores como um marco na história do movimento dos servidores públicos do RS.
     Cerca de 400 pessoas estiveram presentes à manifestação, que contou com lideranças dos principais sindicatos e associações do funcionalismo estadual, como o Cpers Sindicato, dos professores; o Ugeirm, dos escrivães, inspetores e investigadores de polícia; da Amapergs, dos servidores penitenciários; da Abergs, dos bombeiros; da Associação dos Sargentos e Subtenentes da Brigada Militar do RS; da Abamf, que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar; do Sindiperícias, dos servidores do Instituto Geral de Perícias; da Associação de Cabos e Soldados do Estado; além da Asufpel, representando os servidores da Universidade Federal de Pelotas, também em greve, o Cpers regional, e a CUT de Pelotas e do Estado.
      Concursados das polícias civil e militar e dos bombeiros também se fizeram presentes para manifestar seu repúdio pela negativa do governador em chamá-los para assumir seus cargos. Em sua fala, Leonel Lucas, presidente da Abamf, disse que nos oito meses do governo Sartori, somente em Porto Alegre foram assassinadas mil pessoas. “Um repórter me perguntou se isso era devido ao nosso movimento e eu disse não, é por causa do governo. Foi o governador que cortou as horas extras, as diárias, a gasolina para a frota e não chama os concursados”.
    Para a diretora do Sindiperícias, Adriana Nunes, a política salarial do governo é responsável “por transformar o Rio Grande do Sul num campo de batalha”. Segundo explicou, o Instituto Geral de Perícias deveria atuar com 1.700 servidores, mas só tem 630, que estão em greve pelas condições salariais.
      A presidente do Cpers, Elenir Aguiar Oliveira, garantiu que o movimento contra o governo vai continuar unificado com as 44 categorias de servidores atuando juntas. Ela pediu uma salva de palmas para os policiais militares que se encontravam dentro do quartel no momento do ato público, “porque eles também são servidores e estão enfrentando o mesmo que todos nós”.
    Giovani Rodrigues, representante em Pelotas da Associação de Bombeiros do Rio Grande do Sul, estava acompanhado da esposa e dos filhos e pediu desculpas à família “por não ter conseguido sustentar vocês este mês, embora tenha feito jus ao meu salário”.
    Também se manifestou o chefe de segurança do Presídio Regional de Pelotas, Jorge Cruz. Depois de reconhecer o trabalho da Brigada Militar que “o governo vem enfraquecendo”, Jorge Cruz mandou um recado ao governador: “Sartori, não brinque com o povo gaúcho que o Estado não é do senhor, é do povo”.



Veja as fotos neste LINK 



Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos.

0 comentários

Postar um comentário

Sua opinião nos motiva a melhorar mais e mais!