terça-feira, dezembro 03, 2013

A Morte da democracia
Associação de Cabos e Soldados PM JAR13:37 2 comentários

Nesta quarta (4) de dezembro 2013 será decretada a prisão do Presidente da Associação de Cabos e Soldados PMS (ACSJAR) João Domingues, Policial Militar de Pelotas no Rio Grande do Sul. Mas você deve estar perguntando qual o crime que esse servidor público cometeu. 
Na verdade, nenhum. Em uma entrevista realizada na Rádio Pelotense no Programa Jornal Regional com apresentação do Radialista Carlos Machado, João Domingues falou das péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os Policiais Militares aqui da cidade, do reduzido efetivo, da falta de viaturas e do abandono dos Brigadianos da Reserva que não são atendidos por médicos do 4º Batalhão da Brigada Militar. Ao falar desses problemas, na condição de Presidente da Associação de Cabos e Soldados o comando entendeu que ouve insubordinação e instaurou inquérito contra o Policial Militar. Atualmente o Presidente da ACSJAR e Vice da FERPMBM (Federação das Entidades Independentes Representativa dos Praças) estava participando do grupo que negociava salário e o novo Plano de Carreira para os Servidores de Nível Médio da Brigada Militar. João Domingues foi um dos principais críticos do projeto apresentado pelo governo falando abertamente sobre os aspectos prejudiciais embutidos no Projeto do Governo, e certamente isso culminou para que sua prisão fosse decretada imediatamente. Em Assembléia Geral realizada na capital na sede da ASSTBM a categoria recusou o projeto.
João Domingues é Assessor Jurídico da ANASPRA (Associação Nacional dos Praças), representou o RS como membro do CONASP (Conselho Nacional de Segurança Pública) e esteve presente em eventos que reuniram Policiais Militares de todo o país, na foto abaixo uma das lutas da categoria a PEC300.
João Domingues na campanha em prol da PEC300.
Como representante dos Policiais Militares, Domingues não pôde se furtar de lutar pelos interesses da tropa, principalmente se tratando de melhores condições de trabalho e salário para os Policiais. Nessa foto em 2002 a faixa solicitava o apoio ao governador eleito na época. Pelo que vimos a democracia é uma palavra que ainda fere os ouvidos dos Militares, por vários anos governaram o país em uma época de trevas, torturando, perseguindo e matando cidadãos inocentes que “tinham o direito de não ter direito”. Não vivemos mais sob a lei da mordaça, não estamos mais em um período de exceção, é preciso decidirmos se vivemos ou não em uma democracia, de fato e de direito.
Essa luta não é de hoje!

 Há soldados armados, amados ou não
 Quase todos perdidos de armas na mão
 Nos quartéis lhes ensinam uma antiga liçao

De morrer pela pátria e viver sem razão...
Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos.

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