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Absurdo: Cabo Jeóas é detido e aguarda decisão da Justiça baiana


Mudança no prazo livrou Jeoás da pena por deserção. Ele está custodiado no quartel do Bope. Defesa alega que ele não cometeu qualquer crime na Bahia. Foto: Paulo de Sousa/DN/D.A Press


A guardando decisão da Justiça baiana, o cabo PM Jeoás Santos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM/RN (ACS), pode ser transferido para uma penitenciária em Mato Grosso do Sul. Ele apresentou-se espontaneamente ao Quartel do Comando Geral da PM ontem pela manhã e não foi considerado como desertor, apesar do comandante da corporação, o coronel Francisco Araújo Silva, ter alegado que o prazo para a apresentação seria até a última segunda-feira. Jeoás Nascimento foi detido por força do mandado de prisão expedido pelo Judiciário da Bahia e garante não ter cometido qualquer crime.

O coronel Francisco Araújo diz que a decisão judicial que determina a prisão preventiva de Jeoás Santos por participar da ocupação ao prédio da Assembleia Legislativa durante a greve dos PMs baianos também indica que ele seja transferido para uma penitenciária de segurança máxima existente no Mato Grosso do Sul. "Comunicamos a prisão do cabo e vamos esperar o que a Justiça vai decidir sobre ele. A determinação que chegar, nós vamos cumprir". Enquanto isso, o cabo PM Jeoás está sendo custodiado no quartel do Batalhão de Operações Especiais (Bope), na Zona Norte de Natal.

Ao ter se apresentado ontem, o cabo PM Jeoás não responderá mais pelo crime de deserção. Segundo o comandante da corporação, isso se deve ao fato de que a ausência ao serviço somente foi publicada no diário do 1º Batalhão PM, onde o policial está lotado, no dia 7 deste mês. "Ele faltou na segunda, mas sua ausência só foi oficializada no dia seguinte. Os oito dias para a deserção começam a contar a partir dessa data. O importante é que a decisão judicial foi cumprida".

Defesa

Jeoás Santos justifica sua ausência ao serviço alegando que a greve dos PMs na Bahia ainda estava ocorrendo e ele precisava apoiar o movimento por ser o atual vice-presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra). O advogado do cabo PM, Paulo César, alega que seu cliente chegou a se apresentar ao serviço no último dia 6. "E como ele teria dois dias de folga, a ausência deveria contar apenas a partir da última quinta".

Paulo César afirma ainda que não houve por parte do seu cliente qualquer atitude que se caracteriza-se como anarquia no movimento grevista na Bahia. Ele aguarda o parecer do Ministério Público baiano sobre o habeas corpus coletivo à favor dos 12 acusados de liderarem a ocupação da AL daquele estado. Caso o parecer não seja favorável, ele deve entrar com outro pedido individual.

FONTE - DIARIO DE NATAL