quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Absurdo: Cabo Jeóas é detido e aguarda decisão da Justiça baiana
Anderson Rodrigues03:43 0 comentários


Mudança no prazo livrou Jeoás da pena por deserção. Ele está custodiado no quartel do Bope. Defesa alega que ele não cometeu qualquer crime na Bahia. Foto: Paulo de Sousa/DN/D.A Press


A guardando decisão da Justiça baiana, o cabo PM Jeoás Santos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM/RN (ACS), pode ser transferido para uma penitenciária em Mato Grosso do Sul. Ele apresentou-se espontaneamente ao Quartel do Comando Geral da PM ontem pela manhã e não foi considerado como desertor, apesar do comandante da corporação, o coronel Francisco Araújo Silva, ter alegado que o prazo para a apresentação seria até a última segunda-feira. Jeoás Nascimento foi detido por força do mandado de prisão expedido pelo Judiciário da Bahia e garante não ter cometido qualquer crime.

O coronel Francisco Araújo diz que a decisão judicial que determina a prisão preventiva de Jeoás Santos por participar da ocupação ao prédio da Assembleia Legislativa durante a greve dos PMs baianos também indica que ele seja transferido para uma penitenciária de segurança máxima existente no Mato Grosso do Sul. "Comunicamos a prisão do cabo e vamos esperar o que a Justiça vai decidir sobre ele. A determinação que chegar, nós vamos cumprir". Enquanto isso, o cabo PM Jeoás está sendo custodiado no quartel do Batalhão de Operações Especiais (Bope), na Zona Norte de Natal.

Ao ter se apresentado ontem, o cabo PM Jeoás não responderá mais pelo crime de deserção. Segundo o comandante da corporação, isso se deve ao fato de que a ausência ao serviço somente foi publicada no diário do 1º Batalhão PM, onde o policial está lotado, no dia 7 deste mês. "Ele faltou na segunda, mas sua ausência só foi oficializada no dia seguinte. Os oito dias para a deserção começam a contar a partir dessa data. O importante é que a decisão judicial foi cumprida".

Defesa

Jeoás Santos justifica sua ausência ao serviço alegando que a greve dos PMs na Bahia ainda estava ocorrendo e ele precisava apoiar o movimento por ser o atual vice-presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra). O advogado do cabo PM, Paulo César, alega que seu cliente chegou a se apresentar ao serviço no último dia 6. "E como ele teria dois dias de folga, a ausência deveria contar apenas a partir da última quinta".

Paulo César afirma ainda que não houve por parte do seu cliente qualquer atitude que se caracteriza-se como anarquia no movimento grevista na Bahia. Ele aguarda o parecer do Ministério Público baiano sobre o habeas corpus coletivo à favor dos 12 acusados de liderarem a ocupação da AL daquele estado. Caso o parecer não seja favorável, ele deve entrar com outro pedido individual.

FONTE - DIARIO DE NATAL
Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos.

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