quarta-feira, abril 07, 2010

POR QUE TEM QUE SER ASSIM?
Associação de Cabos e Soldados PM JAR22:44 0 comentários

Como é sabido, o acesso à carreira de Sargento da Brigada Militar tem como pré requisito a realização do Curso Técnico de Segurança Pública (CTSP), cujo ingresso se dá por antiguidade (70%) e concurso interno (30%).
Pelo critério de antiguidade, são convocados os 3º sargentos, cujo tempo de serviço atinge em média 25 anos, sendo que a maioria já desempenha às funções de 2º e 1º Sargento.
A maioria dos 3º Sargentos também possui o curso de Cabo, porém, no curso, terão que cumprir a mesma matriz curricular dos demais concursados.
A situação se agrava, à medida que o Comando da BM insiste na realização do curso nas escolas de formação sediadas em Porto Alegre e Santa Maria, fazendo com que esses servidores, já no final de suas carreiras, tenham que viajar para longe, deixando suas famílias em situação de desamparo.
ocorre que com a convocação para o curso, os 3º Sargentos perdem o direito a receber a substituição, horas extras e o vale alimentação, o que equivale, em média, a 1/3 do seu soldo. Além da redução do salário, esses servidores ainda terão um aumento de despesas, compra de fardamento, apostilas, cópias xerográficas, alimentação, etc.
Nessa esteira, relatos de colegas que participaram do último CTSP dão conta de que o total do endividamento pode passar dos R$ 8 mil reais ao final do curso.
Além disso, há informação de colegas que só almoçam uma vez a cada três dias, outros passam à bolacha e café, tudo para que não falte alimento na mesa de seus familiares.
Para piorar, costuma-se utilizar o efetivo do curso no policiamento ostensivo após o horário das aulas, porém o emprego é de quatro horas para que não sejam pagas as etapas de alimentação.
Portanto, não dá para entender por que tem que ser assim? Por que não utilizar o método de ensino à distância como ocorre na PM DF? Ou então, por que não regionalizar a realização do CTSP, já que existem vários Batalhões Escola espalhados por esse Rio Grande? A necessidade de emprego do efetivo na Operação Golfinho não impede que o curso se desenvolva de uma forma mais racional.

Departamento de Direitos Humanos



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Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos pela Universidade Federal de Pelotas. Jornalista Registro Profissional 0019016/RS e Publicitário Registro Profissional 0001599/RS.

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