segunda-feira, janeiro 11, 2010

Viaturas precárias do 4º BPM aguardam conserto
TRIBUNO DOS SOLDADOS17:03 0 comentários



Viaturas precárias do 4º BPM aguardam conserto
Matéria publicada no Diário Popular do dia 09/01/10

O intenso movimento na oficina do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Pelotas revela o precário estado de conservação de grande parte das viaturas. Só na manhã de sexta-feira (8), 11 veículos estavam parados aguardando por conserto. E as unidades sucateadas ocupam cada vez mais espaço na área destinada ao estacionamento dos carros particulares dos policiais, que acabam tendo de deixá-los no lado de fora da corporação.

Enquanto isso, das três novas viaturas enviadas pelo Estado, apenas uma - um Prisma - deverá ser utilizada no patrulhamento ostensivo de rotina pelas ruas da cidade. Segundo informações de soldados, os dois modelos Focus Sedan serão para uso exclusivo do comandante e do oficial de serviço.

De acordo com o major que responde pelo 4º BPM, Eduardo Perachi, todas elas servem para o policiamento. Ele acrescentou que cabe ao Comando Regional de Policiamento Ostensivo Sul (CRPO/Sul) gerenciar os recursos e o destino para cada carro. "Em um primeiro momento, os três veículos foram destinados ao Batalhão, mas o comandante poderá pegá-lo quando bem entender. O CRPO/Sul também pode remanejá-los quando ver necessidade."

Sobre as unidades inutilizadas, Perachi esclareceu que por não servirem mais acabam sendo "descarregadas", ou seja, levadas para o Comando Geral da BM em Porto Alegre para serem leiloadas. Apesar do major não saber precisar quantas estão nessa situação, a imagem mostra pelo menos quatro veículos.

O major informou não ser possível a divulgação do número total de viaturas por questões táticas, mas garantiu que cerca de 80% delas não têm cinco anos. Perachi acrescentou que a vida útil dos carros da BM é muito menor que a do carro de um proprietário civil. "As viaturas trabalham 24 horas por dia e em situações de risco de danos: perseguição, transporte de pessoas presas que reagem com agressividade ou que estão feridas e ensanguentadas."

Ou seja, ela roda muito mais que um carro de passeio, além de ser utilizada por diversos condutores que têm hábitos diferentes. "Qualquer instrumento de uso coletivo não dura tanto quanto o que é manuseado por uma única pessoa. Por isso, as viaturas acabam aparentando muito mais de cinco anos."

Sem "galope"
Alguns policiais militares comentaram o estado precários das viaturas ao citar problemas detectados em diferentes veículos: pneus carecas (em muitos), parte elétrica danificada, luz e som do giroflex e rádio de comunicação estragados, ausência de equipamentos de segurança obrigatórios (cinto de segurança, extintor, triângulo de sinalização, chave de roda e estepe).

Eles explicaram que no início de cada turno precisam fazer o "galope", que consiste na revisão do carro antes da saída para as ruas. O termo foi criado a partir das iniciais dos itens a serem verificados: gasolina, água, luz (sirene e buzina), óleo, pneu e estepe. Qualquer um deles estando fora da normalidade, a saída não é permitida. "Mas muitas vezes acabamos saindo mesmo assim, porque se ficássemos, a maioria das viaturas não sairia. Precisamos garantir a segurança da população", desabafou brigadiano que não quis ser identificado.

Perachi comentou que os veículos passam por manutenção constante. Qualquer problema é logo solucionado na oficina própria. Em danos mais graves, para não ficar muito tempo parada devido à burocracia para o pagamento do conserto ou da compra de novas peças, a BM acaba contando com auxílio da própria comunidade, principalmente de empresários das regiões que ficarão sem o patrulhamento.

Ele ressaltou que os problemas detectados devem ser comunicados para que possam ser solucionados, visto que o Estado envia recursos suficientes para a manutenção. "Muitas deles não chegam até nós e, dessa forma, a solução acaba sendo protelada pelos próprios policiais pela inexistência dessa

COMENTÁRIOS DOS LEITORES
Vergonha total! Simplesmente um absurdo! E o pior, não é tudo tem muito mais, investiguem e verão! Uma materia dessas, que mexe com a segurança da nossa familia ser comentada por um pingo de pessoas, força ao Diário Popular, somente através de matérias como esta podemos mudar alguma coisa em nossa sociedade!

Aloísio - 10-01-2010 - 11h47min
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Muito bonito isso. Enquanto os PMs trabalham em viaturas em condições em que seria óbvio o recolhimento a um depósito do carro de um civil, os comandantes têm seu Focus zerado que só sai do quartel para atender as necessidades deles. Azar da população que paga imposto. É por isso que a gente liga para o 190 e recebe a notícia de que "no momento não temos viaturas disponíveis, senhora". É o fim da picada!

Lidiane - 09-01-2010 - 23h24min
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Se isso for verdade, é uma verdadeira vergonha! O Ministério Público em Pelotas deveria cair em cima dos comandantes da Brigada e exigir explicações. Vemos diariamente PMs trabalhando em viaturas precárias para atender a população enquanto os "mimosos" estão com viaturas zero quilômetro só pra eles? Das duas uma: ou peguem as viaturas e saiam pra rua pra fazer policiamento e atender ocorrências também ou as entreguem aos verdadeiros policiais!

Alice - 09-01-2010 - 22h54min
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Que vergonha, esse é o governo Yeda, pobre de nós e desses policiais, sem motivação alguma agora para trabalhar, salário indigno, e tendo que botar a vida em risco com essas sucatas, enquanto oficiais e comandantes utilizam as viaturas novas que eram para serem usados em prol da sociedade pelotense. Mais indignação é saber que duas viaturas não estão sendo usadas por quem atende ocorrência, já presenciei oficiais se depararem com fatos delituozos e chamarem outra viatura para atenderem. Vergonha.

Pablo Marins - 09-01-2010 - 21h47min
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Sobre o autor Anderson Rodrigues é Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda e graduando em Letras - Revisão e Redação de textos pela Universidade Federal de Pelotas. Jornalista Registro Profissional 0019016/RS e Publicitário Registro Profissional 0001599/RS.

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